terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que a tecnologia pode nos ajudar na alfabetização.


Como trabalhar alfabetização e letramento com o uso da tecnologia?
Este texto me remete a uma reflexão sobre nossa concepção de alfabetização e de letramento. Com as leituras realizadas na área de linguagem passamos a compreender que a aquisição da linguagem deve ser vista num sentido muito mais amplo do que simplesmente o decodificar os sinais gráficos da escrita, mas como usá-la juntamente com a tecnologia, por isso o presente texto. Nele não procuramos esgotar o tema em pauta, mas buscaremos contribuir para o aprendizado da leitura, contextualizando as histórias infantis, como possibilidade para alfabetização e letramento destacando o professor e o computador como mediador fundamental na interação da criança com o mundo.

Sabemos que nossa escola participa de vários projetos em relação a alfabetização e o uso da tecnologia , vimos que alfabetizar é ir além de ler e escrever , é ter um olhar diferenciado, buscar teorias e atividades que valorizem seu trabalho. E para isso é preciso sistematizar e refletir relações sobre a realidade. Frisando que o importante é o trabalho em grupo, pois favorece a interação e a construção. E neste sentido o Uquinha veio a nos proporcionar momentos ricos e de grande valia para a interação grupo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DIVERSIDADE CULTURAL

PLANO DE AULA

Tema: Como trabalhar o filme KIRIKU E A FEITICEIRA, com os alunos despertando a magia, a coragem e astúcia: sua cultura e tradição africana.

Data:18/11/2011 Publico Alvo: 3º ao 5º Ano Horário: 200min

Justificativa: Mostrar através do filme Kiriku e a Feiticeira um pouco da história e da cultura africana, contribuindo para o processo de conhecimento dos alunos para que tenham respeito pelo diverso e assim trabalhar o conceito de multiculturalismo. Para que desta forma os alunos possam compreender fatos comuns da vida africana e relacionem com a nossa própria cultura.

Objetivo Geral: Conhecer a cultura africana em um aspecto abrangente para que se construa outro olhar quanto a cultura africana e desmitifique a visão de “miséria”. Conhecer mitos e diversas etnias de povos que fazem parte da nossa história e da formação do povo brasileiro.

Objetivo Específico: Usar o enredo do filme como unidade de ensino do conhecimento, proporcionando na sala de aula um ambiente de diálogo, integração, e socialização entre todos. Levando os alunos a pensarem para que assim percebam e compreendam a importância de se estudar a cultura africana na sala de aula.

Recursos didáticos

Aparelho de som

DVD

Data show

Papel A4

Capim

Cola

Tesoura

Desenvolvimento:

Trata-se de um filme infantil, porém um filme que encanta todos os públicos.

O filme passa em uma tribo africana.

As mulheres são caracterizadas tal como elas são.

A música não existe apenas como trilha sonora, mas acontece como parte do dia-a-dia do povo.

O que o filme quer dizer? Se refletirmos que o amor, a verdade, a generosidade, a tolerância aliados à inteligência são capazes de vencer o preconceito e as diferenças entre os seres humanos.
Entendam que muitas vezes compreender e ajudar o outro em vez de criticá-lo, é a base para solução de muitos problemas que nos impedem de vivermos em paz. Conhecer a cultura dos povos africanos e suas tradições e também conhecer um pouco mais da nossa própria história.

Oficina:

Confecção de casinhas africanas:

A oficina devera ser formada por grupos de sete participantes, onde cada aluno ficara responsável pela confecção de uma casinha decorada.

Modo de fazer:

Usando material de apoio, recorte e monte a planificação do cone e do cilindro.

A partir da junção dos sólidos geométricos, você poderá criar a casa dos africanos.

Que tal ornamentar sua criação?

Use capim seco e cole ao redor de todo o cone, simulando assim o telhado.

Feita a proposta de atividade, o professor, se necessário deve intervir para que haja a participação de todos os alunos.

Avaliação:

Será realizada através de observação, priorizando os seguintes itens:

Concentração

Trabalho em equipe

Diálogo.

REFERÊNCIAS:

Sites:

http://www.grupoescolar.com/materia/africa/html

http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevangincultidoso.htm

http://www.portalafro.com.br/estilos.html


FALANDO UM POUCO DE GÊNERO


Para Ângela Rodrigues em seu artigo “Considerações sobre o gênero (masculino / feminino) e resposta a Vinicius de Moraes”, “Gênero {...} é um conceito criado na década de 70 para explicitar que sexo social não é determinado pelo sexo biológico {...} não tem base biológica nem cultural, é uma lógica de pensamento, emoções e representação da subjetividade íntima das pessoas.”

No artigo “Gênero, reestruturação, produtiva e trabalho”, Cássia Maria Cartolo (2002) afirma que a divisão sexual do trabalho é uma constante na história das mulheres e homens. As explicações para tal fato muitas vezes se apoiaram num determinismo biológico, a partir do papel das mulheres na reprodução biológica, divisão esta carregada de significados e de práticas, que mudam conforme os diferentes tipos de sociedades e seu momento histórico. Tem-se que o trabalho das mulheres, na formação social capitalista, não foi apenas diferente, mas, também, um trabalho que não recebe a mesma valorização e conseqüente remuneração atribuída ao trabalho masculino. Conforme Harvey (1992), nas últimas décadas houve um re ordenamento, não só quanto ao mercado de trabalho, mas, também, nas relações familiares. Valores tradicionais em relação à família, à sexualidade e à maternidade passam a ser reformulados, alterando-se práticas quotidianas. Mas, apesar dessas transformações a entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho representou uma mudança revolucionária na vida dessas. Elas ainda continuam responsáveis pelas atividades reprodutivas e cuidados com a casa e com os membros da família e, ainda, são vistas como aquelas que apenas "ajudam no orçamento familiar".

As dificuldades das mesmas aumentaram apesar de há muito tempo, mostrar-se novos modelos de sociedade através de personagens do sexo masculino que desenvolvem tarefas caseiras. A análise destes conceitos permite entender porque homens, geralmente, escolhem profissões como medicina e engenharia e não enfermagem e secretariado, por exemplo, como relata Araujo (2007).

Há muita literatura sobre mulheres em profissões masculinas, seus esforços para enfrentar as dificuldades que encontram. Entretanto, pouco se fala sobre homens na mesma situação conforme afirma Araujo (2007). Para ele as tentativas para diminuir a igualdade entre os gêneros vêm se intensificando a cada década e o resultado desta luta pode ser percebido, principalmente, por conquistas femininas em várias instâncias. Mas o equilíbrio só poderá existir no momento em que houver uma grande mudança nos conceitos do que é trabalho para mulheres e o que é trabalho para homens, conforme Araujo (2007). Por isso que a compreensão destas questões de gênero é essencial para entender como a sociedade construiu as definições do que é “ser feminino” e “ser masculino”. Em função do desequilíbrio que, às vezes, pode ocorrer o que se denomina de assédio, que são reconhecidos como moral e sexual.